sábado, 29 de setembro de 2012

Resenha: Farei Meu Destino (Miguel Carqueija; Giz Editorial)

A fantasia mística Farei meu Destino, do escritor Miguel Carqueija, conta a história de garotas que vivem em um orfanato comandado por forças do Mal.

Lideradas por Diana – uma versão futurista da casta deusa de origem grega –, um grupo formado por seis destas adolescentes inicia uma rebelião no lugar. A fuga, entretanto, não é buscada apenas com o objetivo de escaparem das garras das criaturas malévolas que o comandam: estas jovens foram encarregadas de um importantíssimo destino, que deverão cumprir em prol da humanidade.

Nesta obra, Carqueija busca inspiração não apenas na mitologia grega, mas também na cultura oriental, em especial no heroísmo e bravura das jovens guerreiras. Na trama, ambientada numa espécie de Brasil místico e alternativo – mas, ainda assim, repleto de mazelas sociais – o autor insere figuras reais e elementos fantásticos. Dentre estes, vale destacar a referência à lenda do Milênio de Prata, oriunda do farto e adorável folclore japonês. Mas as referências folclóricas e literárias em Farei meu Destino não param por aí; há outras agradáveis surpresas que aguardam serem descobertas pelos sagazes leitores.

A líder Diana é uma garota forte e determinada e, de fato, lembra a deusa da Lua da mitologia grego-romana (na Grécia, ela era conhecida como Artemis). No início do romance, aliás, a heroína de Farei meu Destino dá a impressão de ser tão severa quanto a personagem que a inspirou (diz a lenda que Diana era inclemente com aqueles que atentavam contra sua castidade). Entretanto, os leitores precisam avançar na prazerosa leitura para, ao final, serem contagiados pela doçura e pelo grande coração desta garota, conhecida entre suas amigas como “cabelo-de-cenoura”.

Ajudadas pelos surpreendentes Mestres Oníricos, as seis jovens precisam encontrar em seus espíritos as energias necessárias para superar as poderosas forças do Mal. Sim, isso parece um chavão, uma reprise de outras tantas histórias. Mas – acreditem – não é. Considero Farei meu Destino uma obra inovadora, sobretudo pela mescla de diversos elementos do fantástico, oriundos de várias regiões da Terra.

E que vão além dela! ;)