sexta-feira, 20 de maio de 2011

Lançamento: Space Opera - Antologia de Ficção Científica!

Capitão, capitão! Uma mensagem está chegando do espaço!

O quê? Tem certeza, tenente?

Por incrível que pareça, sim!

Aumente o sinal! Ponha na tela!

Estou tentando...

Rápido, tenente!

...

Decodificando...

...

Na tela, capitão!

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Atenção, Povo da Terra!

Dia 04 de junho ocorrerá o lançamento de Space Opera - Odisseias Fantásticas Além da Fronteira Final. Trata-se de uma coletânea de contos de Ficção Científica, organizada por Hugo Vera e Larissa Caruso, e que será publicada pela Editora Draco.   

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Como assim? É só isso, tenente? Quem é esse tal de Hugo Vera? 

Sinto muito, capitão. Só recebemos essa pequena mensagem.

Consiga mais informações sobre esse lançamento, tenente. E rápido! Sou fã de FC e não quero perdê-lo de jeito nenhum!!!

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De acordo com o site oficial da antologia, Space Opera é um subgênero da Ficção Científica que destaca aventuras espaciais e planetárias, utilizando-se muitas vezes de cenários exóticos e personagens heróicos, em histórias regadas com muito drama, ação e conflitos pessoais ( http://www.spaceopera.com.br/?p=1684 ).

O lançamento ocorrerá na Martins Martins, uma livraria que fica no número 509 da Avenida Paulista (bem em frente ao metrô Brigadeiro).

O evento começará às 15 horas e muitos dos autores que participam da coletânea estarão presentes, não apenas para uma tarde de autógrafos, mas também para um bate papo gostoso com os fãs.

A literatura fantástica no Brasil tem crescido bastante nos últimos anos. Space Opera é mais uma prova disso. E também do talento e da criatividade dos autores nacionais!

Autores que participam da antologia:
  • Gerson Lodi-Ribeiro
  • Clinton Davisson
  • Maria Helena Bandeira
  • Jorge Luiz Calife
  • Letícia Velásquez,
  • Marcelo Jacinto Ribeiro
  • Flávio Medeiros Jr.
  • Larissa Caruso
  • Hugo Vera
Book Trailer do livro:


domingo, 15 de maio de 2011

Resenha de CD: Nazareth - Big Dogz


Resenha de CD: Nazareth - Big Dogz (por Ricardo Guilherme)

Nunca julgue uma pessoa por sua aparência”. Ou, se você preferir, “as aparências enganam”. Seja qual for a frase de sua preferência, a experiência de vida de um fã da banda Nazareth certamente já lhe mostrou que esse é um pensamento sábio.

Agora lhe digo algo um pouco diferente: nunca julgue um álbum por sua capa. Isso vale 100% quando o assunto é Big Dogz, o 22º álbum de estúdio destes simpáticos e competentes escoceses. A imagem trazida na capa (uma espécie de Scooby-Doo zangado, com quatro cabeças) transmite, a princípio, a impressão de um trabalho tosco e feroz, feito para aqueles que não se importam muito com letras, harmonias e melodias, mas sim com decibéis de potência.

Ledo engano. O Nazareth sempre foi uma banda muito versátil, que, embora reconhecidamente adepta do hard rock, passeou por vários estilos musicais durante sua carreira. No entanto, o grupo nunca foi tão blues como em Big Dogz.

Calma, isso não é ruim!

Sim, existem músicas pesadas, como a engraçada No Mean Monster e as explosivas Watch Your Back e The Toast, mas o que realmente encanta no álbum é a beleza dos arranjos e a interpretação dos músicos, sobretudo a voz (cada vez mais rouca) do senhor Dan McCafferty, que, aos 64 anos, ainda impressiona.

Ao ouvir No Mean Monster, aliás, é impossível não imaginar o monstro a que se refere a música (Fred, usado na capa do álbum No Mean City, de 1979) dançando desajeitadamente pelas ruas da cidade, assustando alguns e divertindo outros, bem no estilo Thriller (Michael Jackson). Essa é uma faixa para se ouvir no último volume e curtir bastante. Watch Your Bach tem pequenos solos que lembram também o blues, porém em ritmo acelerado, num ambiente bem rock 'n' roll. Muito balançada também.

Sleeptalker começa também bastante agitada, mas, a partir de um determinado momento, o ritmo muda. É aí que entra o trabalho primoroso de Jimmy Murrison e também da produção de Yann Rouiller. Solos psicodélicos de guitarra colocam você no clima da música. Você se sente como o próprio cara que fala dormindo, e viaja em seus sonhos e pesadelos, ouvindo vozes que se confundem entre o sono e a vigília. É a faixa que encerra o álbum. E o faz com muita elegância.

Em Big Dogz, Dan já não usa tanto sua extensão vocal, mas mostra ter desenvolvido novas habilidades. Agora, ele canta menos com a voz e mais com a alma, bem ao estilo blues. Em When Jesus Comes To Save The World Again e Butterfly, Dan nos emociona com interpretações marcantes. Axl Rose soube realmente escolher um bom ídolo.


O talento dos outros músicos também se faz presente, embora o grande destaque seja mesmo McCafferty. Seu amigo Pete Agnew mostra um belo entrosamento com o baixo em várias músicas, especialmente na faixa de abertura Big Dogz Gonna Howl. Também se destaca nos backing vocals, ao lado de seu filho Lee e do guitarrista Jimmy Murrison. Murrison, aliás, carrega o peso de substituir ótimos guitarristas, mas fez aqui um trabalho muito maduro, esbanjando técnica, não apenas com seu instrumento, mas também na co-produção do álbum.

É difícil dizer até quando Dan e Pete continuarão na estrada. A co-produção, entregue a Jimmy, e as composições, todas creditadas a Lee no site da gravadora (Edel Records), dão a impressão de que os veteranos pretendem transmitir em breve aos novatos a “marca” Nazareth. Só nos resta torcer para que, quando o fizerem, deixem substitutos à altura, o que não será nada fácil.

Outra coisa interessante: é difícil acreditar que o [ainda jovem] baterista Lee Agnew tenha realmente composto todas as músicas sozinho. As letras de algumas delas exigem muita maturidade (de vida) e remetem a um claro saudosismo, como o sucesso em potencial Radio. Dan e Pete devem, sim, ter participado das composições. Estão apenas abrindo mão das autorias. E também as portas do Nazareth para a chegada de sua segunda geração.

Big Dogz deve ser lançado no Brasil nos próximos dias. Ao menos, já consta no site da Hellion Records como CD nacional.

É mais um álbum de estúdio de uma lenda viva do rock, que já possui quase meio século de estrada. Você pode gostar ou não. Só não dá para deixar passar em branco.

Cinco estrelas!

Track List:

Big Dogz Gonna Howl
Claimed
No Mean Monster
When Jesus Comes To Save The World Again
Radio
Time and Tide
Lifeboat
The Toast
Watch Your Back
Butterfly
Sleeptalker

domingo, 8 de maio de 2011

Dom Casmurro e os Discos Voadores

(Obra "Dom Casmurro e os Discos Voadores; por Machado de Assis e Lúcio Manfredi; Editora Lua de Papel; Capa: Retina 78)

Estava muito curioso para ler esse livro. Por outro lado, tinha lá minhas dúvidas se a obra seria do meu agrado. Preocupava-me bastante a questão da originalidade. Eu achava que o livro poderia me parecer pouco criativo e muito pretensioso, por ter se baseado numa obra considerada por muitos o maior clássico da literatura nacional.

Felizmente, eu estava enganado. Dom Casmurro e os Discos Voadores é um livro escrito com a sagacidade de Capitu. Tem um ritmo célere, ágil, que cativa e quase não permite uma mera interrupção da leitura. O romance original ganhou elementos novos, relacionados ao universo fantástico. A narrativa é bem menos densa que no clássico machadiano, mas consegue ser leve sem sucumbir à superficialidade.

A obra foi catalogada como ficção juvenil, mas me parece que pode ser vista,
lato sensu, como ficção científica. De qualquer maneira, é diversão garantida não apenas para os mais jovens, mas também para o leitor adulto.

Tomando por empréstimo os superlativos do agregado José Dias, digo que Dom Casmurro e os Discos Voadores é “recomendadíssimo” para quem busca uma leitura rápida e interessante. Machado (que talvez não fosse humano!) certamente aprovaria.